Segunda-feira, 31 de Março de 2014

Sou mulher, e fiz-me ao mar

                

                    Sou mulher, e fiz-me ao mar

                    Ao mar, que é mundo dos homens

                               aprendi a mergulhar

                         nas redes,  pra não ter  fome

 

                       Fiz-me às artes em segredo

                             às artes de marear

                    Com temor, mas sem ter medo

                              pus-me  à  proa

                              e fiz-me ao mar

 

                        Já não me quedo na praia

                            esperando o atracar

                       não choro em barra de saia

                           ondas de negro pesar

 

                       Sou mulher, passei a barra

                        de areias, em todo o algar

                          Já fui fauna e fui  sereia,

                           santa  posta num altar

                        sendo giesta, flor da maia

                              pus-me ao leme

                              e fiz-me ao mar…

 

                                  31/03/2014

                            Mavilde Lobo Costa

                          

 

 

 

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Quinta-feira, 27 de Dezembro de 2012

Contigo

Contigo

 

Fui dançar ao parlamento

a dança pra fazer calar a fome

Contigo expurguei todo o lamento

dum país que de morto, mal consome


Contigo meu irmão, gritei ao vento

palavras que na crise têm nome

Contigo o desemprego é um tormento

carregado no povo que não come


Contigo a pobreza já aumenta

vergonha de gente trabalhadora

que à míngua a sua vida acalenta


Contigo política opressora

roubas com malícia quem te sustenta

pra servir essa troica e vil senhora.


17/12/2012

Mavilde Lobo Costa

publicado por carmemzita às 21:33

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Sexta-feira, 17 de Agosto de 2012

Ode ao rio Douro

Tirado da net

 

 

Ode ao rio Douro

 

Meu rio Douro

chão de licor onde me deito

rio sedutor do meu deleite

que me afaga em caminhos de ternura

e embala a memória, da verdura dos meus anos

 

Minha estação do Pinhão

de chegadas e partidas

de azáfamas comedidas

 

porta de derivação,

onda redonda

de aventuras e regresso

com ou sem sucesso

em muitas vidas

 

Azulejos azuis de apreensão

com zelosos caminhos de suor e de fadiga

onde medito

Lugar aberto ao mundo em carris de água,

e comboios com apito

 

E nas margens seguem rumos de beleza

entre quintas rendilhadas de socalcos

Esses montes, encobertos sem ter fim

são adornos de surpresa, em saltos-altos

 

20/08/09

Mavilde Lobo Costa

 

 

 

publicado por carmemzita às 23:56

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Sábado, 28 de Janeiro de 2012

Que vício!

 

 

 

Que vício!

 

Enrola-se toda a vida num cigarro

Vício, onde encurta e enrola a vida.

Que prazer! Ai que prazer me dá fumá-lo

em espirais, onde o café é a bebida.

 

E penetro nesse fumo alheado

Numa cisma que me invade o pensamento

E levito no carvão já viciado

Em nicotina, que os pulmões já têm dentro

 

Tudo vejo num olhar enublado

refúgio onde a limpidez tortura a vida

Tremem as mãos a enrolar novo cigarro

que não tem fim esta atitude compulsiva

 

A boca pede, a mão fabrica este veneno

Que o ar polui,

 tudo destrói

E alguém enrica

 

17/12/2011

Mavilde Lobo Costa

 

 

 

 

 

 

 

publicado por carmemzita às 22:55

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Sábado, 27 de Agosto de 2011

Foz do Lisandro

Foz do Lisandro

 

Calou junto à foz disfarçado desvio

o leito do rio que de areias secou

Tem margens sem vida que o calor já crestou

melancólicos sonhos ao poeta infligiu

 

Viraram-lhe a rota noutra direcção

pra dentro da praia em banhos navegável

Tractores matinais limpam o solo arável:

O turismo é cultura que também dá pão.

 

Margens da jangada são o ouro que resta

em afagos de vento ao tempo estival

acesa está a chama feita Portugal

que arde no meu peito de dor e de festa.

 

19/08/2010

Mavilde Lobo Costa

 

 

 

 

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Sexta-feira, 24 de Junho de 2011

A Promessa

 

 

 

 imagem tirada da net

 

A Promessa

Paira no ar a promessa do fruto que vão gerar
Talvez nasça pra Dezembro, quando outro Inverno chegar

E a minha riqueza aumenta, novo ouro, mais fortuna!
Uma neta, outro tesouro, nova história que nos une

Fico feliz nesta ânsia, pois nada mais tem valor
Da árvore que gerou frutos, florescem frutos de amor…

Flor tecida de renda em poema original
Minha estrela, melhor prenda do presépio,
 meu Natal!


23/05/2011
Mavilde Lobo Costa


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Sexta-feira, 22 de Abril de 2011

Gaivotas do meu País

 

(imagem tirada da net)

 

Gaivotas do meu País

 

Gaivotas do meu País

nas asas levam beleza,

dos símbolos da raiz

na Bandeira Portuguesa.

 

No bico têm a vitória

dum Abril que despertou,

e nas penas a memória

do tempo que já passou…

 

Da ditadura a cor,

ficou-lhes nas penas negras,

nas brancas têm o vigor

de superar as tristezas.

 

Mas vivemos como as aves,

as dúbias penas cinzentas;

Abril, foi um golpe d’asa,

neste Cabo das Tormentas…

 

18/03/07

 Mavilde Lobo Costa ´

(In Raízes Douro)

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Sexta-feira, 18 de Março de 2011

A poesia

imagem tirada da net

 

 

A poesia

 

A poesia, passeia pela rua vestida de pensamento

Desbrava a intimidade do ser

e pousa conscientemente nos caminhos da solidão

 

Canta e ri das tropelias da vida

mostra-se em cada gesto,

em cada jeito

e sobrevive em cada virar de esquina

 

Chega no sopro do vento

reflecte-se no muro alto e cego

edificado nas razões agrestes

 

É um gerador de vontades e compromissos

residente em todos

e em tudo o que nos rodeia

 

Dependente apenas

do olhar que nasce

na alma do poeta

 

12/08/09

Mavilde Lobo Costa

 

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Terça-feira, 1 de Março de 2011

Cheires

 

 

imagem tirada da net

 

Cheires

 

Há uma terra no mapa com raízes avoengas
Possui da nobreza a nata com viscondessas e lendas

 

Foi origem de famílias vetustas , com seus brasões
Casas de reis e fidalgos com armas; condes, barões

 

Deu origem aos Teixeiras que vivem em Portugal,
Em Celeirós, S.Romão, Sanfins e Vila-Real,

 

Sabrosa e Alijó, Favaios e Presandães
Tudo começou em Cheires, com Don Teo ou sua mãe

 

Aos Açores e Cabo-Verde estenderam os seus ramos
De Ormuz até Angola raízes de transmontanos

 

Em Moçambique e Brasil, impôs-se o nome Teixeira.
Sementes do nosso nome percorrem a Terra inteira.

 

Mavilde Teixeira Lobo

08/02/2011
  

 


 

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Quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2011

Que saudades

 

tirado da net

Que saudades

 

Que saudades eu tinha do Cais das Colunas.

Ver o Tejo a passar entre as margens ligado,

o Terreiro do Paço; o Martinho d’Arcada

e o Fernando Pessoa com poemas no olhar

 

Que saudades eu tinha da cor amarela

a imperar altivez no Terreiro do Paço.

Do espelho das águas, onde D. José

cavalga incessante presenças e mágoas

 

Já larguei meu barco, soltei-lhe as amarras

aos tapumes preso e muros de paisagem,

Lisboa navega e brinca no cais,

saudando no Tejo a constante viagem

 

Passadeira vermelha ao povo estendi,

salão de visitas tão cheio de sol

e vejo passar todos por aqui;

nobres do trabalho, no Paço Real.

 

30/10/2010

Mavilde Lobo Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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