Sábado, 27 de Agosto de 2011
Foz do Lisandro

Foz do Lisandro

 

Calou junto à foz disfarçado desvio

o leito do rio que de areias secou

Tem margens sem vida que o calor já crestou

melancólicos sonhos ao poeta infligiu

 

Viraram-lhe a rota noutra direcção

pra dentro da praia em banhos navegável

Tractores matinais limpam o solo arável:

O turismo é cultura que também dá pão.

 

Margens da jangada são o ouro que resta

em afagos de vento ao tempo estival

acesa está a chama feita Portugal

que arde no meu peito de dor e de festa.

 

19/08/2010

Mavilde Lobo Costa

 

 

 

 



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Sexta-feira, 24 de Junho de 2011
A Promessa

 

 

 

 imagem tirada da net

 

A Promessa

Paira no ar a promessa do fruto que vão gerar
Talvez nasça pra Dezembro, quando outro Inverno chegar

E a minha riqueza aumenta, novo ouro, mais fortuna!
Uma neta, outro tesouro, nova história que nos une

Fico feliz nesta ânsia, pois nada mais tem valor
Da árvore que gerou frutos, florescem frutos de amor…

Flor tecida de renda em poema original
Minha estrela, melhor prenda do presépio,
 meu Natal!


23/05/2011
Mavilde Lobo Costa



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Sexta-feira, 22 de Abril de 2011
Gaivotas do meu País

 

(imagem tirada da net)

 

Gaivotas do meu País

 

Gaivotas do meu País

nas asas levam beleza,

dos símbolos da raiz

na Bandeira Portuguesa.

 

No bico têm a vitória

dum Abril que despertou,

e nas penas a memória

do tempo que já passou…

 

Da ditadura a cor,

ficou-lhes nas penas negras,

nas brancas têm o vigor

de superar as tristezas.

 

Mas vivemos como as aves,

as dúbias penas cinzentas;

Abril, foi um golpe d’asa,

neste Cabo das Tormentas…

 

18/03/07

 Mavilde Lobo Costa ´

(In Raízes Douro)


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Sexta-feira, 18 de Março de 2011
A poesia

imagem tirada da net

 

 

A poesia

 

A poesia, passeia pela rua vestida de pensamento

Desbrava a intimidade do ser

e pousa conscientemente nos caminhos da solidão

 

Canta e ri das tropelias da vida

mostra-se em cada gesto,

em cada jeito

e sobrevive em cada virar de esquina

 

Chega no sopro do vento

reflecte-se no muro alto e cego

edificado nas razões agrestes

 

É um gerador de vontades e compromissos

residente em todos

e em tudo o que nos rodeia

 

Dependente apenas

do olhar que nasce

na alma do poeta

 

12/08/09

Mavilde Lobo Costa

 


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Terça-feira, 1 de Março de 2011
Cheires

 

 

imagem tirada da net

 

Cheires

 

Há uma terra no mapa com raízes avoengas
Possui da nobreza a nata com viscondessas e lendas

 

Foi origem de famílias vetustas , com seus brasões
Casas de reis e fidalgos com armas; condes, barões

 

Deu origem aos Teixeiras que vivem em Portugal,
Em Celeirós, S.Romão, Sanfins e Vila-Real,

 

Sabrosa e Alijó, Favaios e Presandães
Tudo começou em Cheires, com Don Teo ou sua mãe

 

Aos Açores e Cabo-Verde estenderam os seus ramos
De Ormuz até Angola raízes de transmontanos

 

Em Moçambique e Brasil, impôs-se o nome Teixeira.
Sementes do nosso nome percorrem a Terra inteira.

 

Mavilde Teixeira Lobo

08/02/2011
  

 


 


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Quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2011
Que saudades

 

tirado da net

Que saudades

 

Que saudades eu tinha do Cais das Colunas.

Ver o Tejo a passar entre as margens ligado,

o Terreiro do Paço; o Martinho d’Arcada

e o Fernando Pessoa com poemas no olhar

 

Que saudades eu tinha da cor amarela

a imperar altivez no Terreiro do Paço.

Do espelho das águas, onde D. José

cavalga incessante presenças e mágoas

 

Já larguei meu barco, soltei-lhe as amarras

aos tapumes preso e muros de paisagem,

Lisboa navega e brinca no cais,

saudando no Tejo a constante viagem

 

Passadeira vermelha ao povo estendi,

salão de visitas tão cheio de sol

e vejo passar todos por aqui;

nobres do trabalho, no Paço Real.

 

30/10/2010

Mavilde Lobo Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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Quarta-feira, 12 de Janeiro de 2011
Despedida

 

 

 imagem tirada da net

 

Despedida

 

Já larguei a bata branca

e as histórias que contém,

do peso que tive aos ombros

alguns bolsos rebentei

 

Na cor limpei problemas

filtrei doentes; famílias.

Hoje fica a descansar,

cruza os braços duma vida.

 

Estendeu a mão e ouviu,

quem à sua cor chegou.

Foi bússola, farol e rio

no cursos que orientou

 

Tantas histórias de vida,

tantos livros para ler!

Por vezes foi pomba ferida

na inconstância do poder

 

Mas hoje no fim da estrada,

parada vai descansar

finalmente a pomba branca

fica livre e vai voar…

 

27/09/2010

Mavilde Lobo Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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Segunda-feira, 3 de Janeiro de 2011
Janeiras

 

Na casa que é Portugal, altaneira em voz de fado
vimos cantar as Janeiras num País  atrapalhado
Que os Reis  Magos nos valham e a água dos camelos
Pois a crise aperta tanto, que aos chouriços, nem vê-los!

 

Que família generosa neste palácio encantado!
Passa-nos a mão no bolso, à reforma e ordenado
Se não nos pomos a pau, com um porrete na mão,
Os senhores da casa alta, não dão chouriço nem pão.

 

E os pastores que se cuidem, a caminho de Bebém
que levem roupa ao Menino, que inda nem roupa tem
Pois com tanto candidato a fingir-se presidente:
Dão 2000 anos de tanga  dum governo mendicante

 

Mavilde Lobo Costa



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Domingo, 5 de Dezembro de 2010
natal de Setembro

 

imagem tirada da net 

 

Natal de Setembro

 

Já nasceu o meu menino!

Meu presépio meu natal!

Fez-me avó, tocou-me o sino da herança genial.

Este natal de Setembro, de génese preservada

Levou-me ao infinito, esta esperança renovada

 

Tenho o natal no meu seio

No berço de minha filha

Meu tesouro, meu enleio

Menino d’ouro que anseio

Ser milagre, maravilha!

 

 

 

23/09/2010

08/08/2010

Mavilde Lobo Costa

 

 

 

 


sinto-me: silent night

publicado por carmemzita às 19:49
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Quinta-feira, 12 de Agosto de 2010
Turquia

 

 

 

 

 

Ver imagem em tamanho realimagem tirada da net

Turquia

 

Conheci berços do mundo, Géneses da Humanidade

onde os deuses se aquietaram em únicas divindades

 

Terras mais férteis que o mel, histórias em arte contadas,

cidades Santas de Judeus, Árabes e Cristãos misturados

 

Vi Éfeso de S. Paulo, a Tróia da bela Helena

Lendas de cavalos de pau desfeitas no Mar Egeu

 

Ancara a capital, que Ataturk adorou,

 mais que santo ou outro deus, que a ferro e fogo imperou

 

Vi seitas rodopiantes, lenços de seda vaidosos,

fingida modéstia ao léu, paisagens belas, formosas!

 

Com Istambul a meu pés, estarrecida beleza,

onde inclino a cabeça ao Ser supremo que a fez

Lugares de culto ao Artista que o Homem Espírito elegeu

templos, palácios mesquitas; ouro, sal, peles e fitas

de seda, rubi e turquesa onde o povo padeceu

 

Vi pão, arroz e azeite, papoilas de ópio sem fim

Tapetes de Alibabá em culturas de jardim

 

E a bela Capadócia que o vento modelou

Deixou-nos suspiros doces que o vulcão regurgitou

 

Vi castelos de algodão em puras águas termais

desde o tempo dos Romanos em piscinas naturais

 

A Turquia é poderosa, intemporal, invejada

“Olho gordo dos vizinhos”, cruzamento de caminhos,

por terra e por mar faz estrada

princípio e fim da Europa…fim e princípio da Ásia…

 

04/07/2010

Mavilde Lobo Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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publicado por carmemzita às 16:53
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